Governo vai reforçar agenda de trabalho para o setor de ferrovias

Brasília (31 de julho) – Com mais de 1.500 participantes, o “Seminário Ferrovias – Mobilidade Urbana, Transporte de Cargas e Indústria” terminou hoje, em Brasília (DF), com o compromisso do Governo Federal criar um plano de trabalho específico para fortalecimento do setor. Nos dois dias do evento, organizado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), foram discutidas ações para impulsionar o segmento e propostas novas linhas de financiamento e de apoio.

“A demanda está instalada na sua maior parte, talvez não haja ainda escala necessária em vários produtos e sejam necessárias adaptações tecnológicas, olhares diferentes, mas a oportunidade está dada”. A avaliação é da secretária de Desenvolvimento da Produção do MDIC, Heloisa Menezes.

Programa de Inovação específico

Uma das medidas em estudo apresentada hoje, para o aumento da competitividade do segmento, foi a possibilidade da indústria ferroviária de carga receber um programa de inovação específico, no âmbito do Inova-Empresa. Os recursos seriam provenientes do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Agência Brasileira de Inovação (Finep) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 

Em outros painéis, representantes dos órgãos reguladores do setor também manifestaram a possibilidade de discutir avanços na política de conteúdo local para outros segmentos, que não somente o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade Urbana.

Para Heloisa Menezes, apenas o fato desses temas terem sido colocados em discussão já é um grande avanço e, por isso, podem ser considerados resultados concretos do seminário. "O encontro aproxima os atores: mostra disposição do governo, nossos recursos e ferramentas de incentivo à produção", disse.

Perspectivas

O diretor de Competitividade do MDIC, Alexandre Comin, fechou o seminário destacando o otimismo atual com o segmento. Segundo ele, a partir das ações do governo para o renascimento e fortalecimento do setor, “a previsão inicial de apenas um fabricante nacional é de fabricar 60 máquinas, em 2013, sendo 20 para exportação. O número significa menos US$ 120 milhões em importações de locomotivas e mais US$ 60 milhões em exportações”.

Para os anos seguintes, em virtude dos investimentos programados em transporte ferroviário, as estimativas de produção sobem para 120 locomotivas de carga por ano com reflexos positivos em toda a cadeia de fornecedores desenvolvidos e em desenvolvimento. Números da Rede Nacional de Informações sobre o Investimento (Renai) do MDIC reforçam as perspectivas de investimento ao mostrar que, de 2004 a julho de 2013, foram registrados 51 anúncios de investimentos em transporte ferroviário, somando US$ 13,9 bilhões.

Desse total, mais de US$ 833 milhões foram anunciados para "Modernização, Expansão e Implantação“ de atividades manufatureiras do setor ferroviário. O relatório da Renai ainda mostra que esses investimentos futuros concentram-se em Rio, São Paulo e Minas (82%).

Plano de Desenvolvimento de Fornecedores

O diretor de Competitividade do MDIC ainda apresentou outras medidas recentes do governo que, em sua avaliação, contribuíram para ajudar no crescimento do setor. Entre os exemplos citados, alterações nas normas para concessão de Ex-tarifários, que permitiram a redução, para 0%, do Imposto de Importação de itens sem fabricação nacional.

Com atuação do MDIC, ainda está sendo implantado um plano de desenvolvimento de fornecedores, que busca identificar empresas já instaladas no país e que tenham condições de iniciar a produção de produtos do setor. A implantação do Plano de Nacionalização de Locomotivas pelo BNDES também foi lembrada por Comin.

Graças ao plano, empresas interessadas puderam contar com o Finame em troca do compromisso de ampliação progressiva do índice de nacionalização inicial de 30%, fixado pelo banco.  “Isso viabilizou a comercialização das máquinas no Brasil”, avaliou o diretor do MDIC.

Indústrias no evento

Ainda nesta quarta-feira, executivos da indústria ferroviária apresentaram seus portfólios ao público do seminário. Participaram do encontro as empresas CAF Brasil, General Electric, Alstom, Weg Brazil, Knorr-Bremse, Riosulense, MDWL Brasil, Randon e Thales. Em suas exposições, os diretores destacaram sua área de atuação e principais produtos no mercado nacional. 

“Setenta e seis por cento de nossa produção é absorvido pelo Brasil. Os outros 24% vão para a exportação. Hoje nossa meta é a manutenção do volume e não do lucro. O que sustenta uma empresa é a credibilidade”, ponderou Marcelo Sbeghen, diretor da MDWL Brasil. Fonte: MDIC


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