“Brasil possui número de acordos comerciais compatível com o resto do mundo”, diz Pimentel

 

Brasília (4 de julho) – Em audiência hoje na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado Federal, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, afirmou que “o Mercosul caminha para se tornar um dos blocos econômicos mais importantes do mundo”, disse.

Ele mencionou que o comércio no bloco econômico se multiplicou 17 vezes desde a sua criação e destacou que as exportações brasileiras para o Mercosul são concentradas em produtos manufaturados, que correspondem a mais de 80% das vendas.

Sobre a chamada Aliança do Pacífico, bloco que reúne Chile, Peru, Colômbia e México, Pimentel lembrou que o Brasil já tem acordos comerciais com todos eles, à exceção do México. “Temos o acordo automotivo com os mexicanos, que funciona muito bem, e teríamos um acordo comercial mais amplo se não fossem as dificuldades apresentadas por aquele país para isso”, complementou. Pimentel apresentou ainda um comparativo em relação a outros países e considerou que “não estamos defasados em nada”. “O número de acordos comerciais do Brasil é compatível com o resto do mundo”, argumentou.

Questionado a respeito da suspensão do Paraguai no Mercosul, o ministro avaliou que foi uma decisão acertada e ponderou que não houve qualquer sanção comercial ou econômica. “Não houve prejuízo para o Brasil. Neste ano, inclusive, nossas exportações para o Paraguai aumentaram em mais de 20%”, acrescentou. Pimentel disse esperar que o retorno do país como membro pleno do bloco ocorra dentro da normalidade.

O ministro aproveitou ainda a audiência para explicar o acordo automotivo entre Brasil e Argentina. O ministro disse que, para o Brasil, “não há qualquer empecilho para o livre comércio”. Ele também sustentou que não há queixas ou restrições por parte da indústria automobilística brasileira em relação ao tema.

Sobre as negociações para um acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, Pimentel disse que o governo trabalha com o setor privado brasileiro para concluir uma oferta do país ainda neste semestre. “Eu acho que a União Europeia, com a crise econômica que ela atravessa nesse momento, não vai ter condições de fazer uma oferta aceitável para o Mercosul, mas teremos de esperar. A nossa posição é que temos que fazer uma oferta no sentindo de avançar e trabalhar para que, no segundo semestre, isso possa acontecer”, afirmou. Fonte: MDIC


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